Eles não tinham idade avençada, masl algo lhes davam confiança para fazer tudo aquilo.
O mundo era seu quintal e queriam explorá-lo. Queriam reclamá-lo.
-Você já esteve aqui antes?
-Vinhamos muito tempo atrás, mas não era do jeito que você está vendo. A natureza era mais abundante e as pessoas menos presentes.
-Hoje o pessoal joga de um tudo por aqui. Logo não teremos mais o lugar.
-Realmente... O ser humano é uma raça desgraçada.
Dá uma paulada em um recipiente de cerâmica. Os estilhaços voam em volta.
-Essa merda corta cacete!
-Mas não é disso que você vai morrer!
Continuam a quebrar toda e qualquer coisa que possa ser quebrada que esteja ao alcance. Até que param diante de um cactus.
-Qual a diferença desse cactus feio e espinhento para esse monte de lixo que acabamos de quebrar?
-O cactus não pode te matar?
-Hahahaha!
-Não seu animal! O cactus tem direito de estar aqui. Ele nasceu e se criou aqui. Acha que se o quebrarmos agora é o mesmo que quebrarmos esse monte de lixo?
Concordaram que o cactus não deveria ser "punido" e sim cuidado. Arrumaram uma maneira engenhosa de fazê-lo. "Regando-o" todas as vezes que passavam por ali como se fosse um ritual.
-Será que isso é coisa de criança? ™
Sempre ouvi falar do direito de ir e vir. Também do direito de ficar onde está.
Só nunca soube de verdade como isso funciona...
domingo, 27 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
O início
-Você é doido! Não tinha caminho pior pra pegar que esse ai!
-Vivo perigosamente!
-É, mas perdeu teu chinelo seu trouxa! Tá quente pra cacete aqui! Quero ver o que tu vai fazer!
Olham para baixo e ainda conseguem ver o chinelo boiando no meio das pedras.
-Pelo menos eu consegui subir. Ainda tinha na cabeça poular pra pegar o chinelo. Pô cara! Vou ter de gastar 10 reais pra comprar um novo!
A vontade de jogá-lo na água só não era maior porque com certeza não conseguiriam ir buscá-lo, caso ele não conseguisse voltar.
-Vamos embora antes que esses mosquitos drenem todo nosso sangue.
Colocaram-se em marcha meio ao mato novamente. Algo impensado na hora que sairam de casa, mas que parecia muito divertido aquela hora.
-Cara, se sobrevivermos a essa, a próxima tem de ser numa ilha daquelas ali.
-Creio que não poderíamos chegar lá facilmente. Mas seria mesmo uma grande aventura.
-Isso aí! Pelo menos teremos algo para contar para nossos netos!
-Pense primeiro em como ter um filho rapaz!
-Hahaha!
...
Sempre estive com poucos amigos.
Sempre fomos fiéis uns aos outros.
O tempo passou. Daqueles dias restaram boas lembranças. Mas laços assim não se partem
Hoje temos outras pessoas em nossas vidas, mas creio que ninguém nunca duvidou da palavra e do sentido de ser AMIGO.
-Vivo perigosamente!
-É, mas perdeu teu chinelo seu trouxa! Tá quente pra cacete aqui! Quero ver o que tu vai fazer!
Olham para baixo e ainda conseguem ver o chinelo boiando no meio das pedras.
-Pelo menos eu consegui subir. Ainda tinha na cabeça poular pra pegar o chinelo. Pô cara! Vou ter de gastar 10 reais pra comprar um novo!
A vontade de jogá-lo na água só não era maior porque com certeza não conseguiriam ir buscá-lo, caso ele não conseguisse voltar.
-Vamos embora antes que esses mosquitos drenem todo nosso sangue.
Colocaram-se em marcha meio ao mato novamente. Algo impensado na hora que sairam de casa, mas que parecia muito divertido aquela hora.
-Cara, se sobrevivermos a essa, a próxima tem de ser numa ilha daquelas ali.
-Creio que não poderíamos chegar lá facilmente. Mas seria mesmo uma grande aventura.
-Isso aí! Pelo menos teremos algo para contar para nossos netos!
-Pense primeiro em como ter um filho rapaz!
-Hahaha!
...
Sempre estive com poucos amigos.
Sempre fomos fiéis uns aos outros.
O tempo passou. Daqueles dias restaram boas lembranças. Mas laços assim não se partem
Hoje temos outras pessoas em nossas vidas, mas creio que ninguém nunca duvidou da palavra e do sentido de ser AMIGO.
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