Eles não tinham idade avençada, masl algo lhes davam confiança para fazer tudo aquilo.
O mundo era seu quintal e queriam explorá-lo. Queriam reclamá-lo.
-Você já esteve aqui antes?
-Vinhamos muito tempo atrás, mas não era do jeito que você está vendo. A natureza era mais abundante e as pessoas menos presentes.
-Hoje o pessoal joga de um tudo por aqui. Logo não teremos mais o lugar.
-Realmente... O ser humano é uma raça desgraçada.
Dá uma paulada em um recipiente de cerâmica. Os estilhaços voam em volta.
-Essa merda corta cacete!
-Mas não é disso que você vai morrer!
Continuam a quebrar toda e qualquer coisa que possa ser quebrada que esteja ao alcance. Até que param diante de um cactus.
-Qual a diferença desse cactus feio e espinhento para esse monte de lixo que acabamos de quebrar?
-O cactus não pode te matar?
-Hahahaha!
-Não seu animal! O cactus tem direito de estar aqui. Ele nasceu e se criou aqui. Acha que se o quebrarmos agora é o mesmo que quebrarmos esse monte de lixo?
Concordaram que o cactus não deveria ser "punido" e sim cuidado. Arrumaram uma maneira engenhosa de fazê-lo. "Regando-o" todas as vezes que passavam por ali como se fosse um ritual.
-Será que isso é coisa de criança? ™
Sempre ouvi falar do direito de ir e vir. Também do direito de ficar onde está.
Só nunca soube de verdade como isso funciona...
domingo, 27 de janeiro de 2008
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